HOJE TEM


E o mosquitinho é o responsável, de novo.

CHUVA E CALOR

O primeiro vt meu a entrar no JR foi de chuva, enchentes e morte. O mais recente, sobre o calor em excesso, o alto consumo de energia e a venda recorde de ventiladores. Esse foi um vt casado com Ribeirão Preto. A Carla Francisco fechou a primeira parte, e eu fechei a segunda. Um vt chama o outro. Não é exatamente comum esse tipo de vt no jornalismo diário. Mas em alguns casos, cai bem. Acho que este é um deles.

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MAIS TRABALHO

Agora são os seringueiros que estão com problemas com a chuva. Com os seringais embaixo d'água, eles não conseguem extrair o látex. Eu e o Ditinho enfiamos o pé na lama para fazer esta reportagem para o Jornal da Record. Cheguei em casa no fim da sexta com meu segundo sapato, que era preto, com nova cor: marrom.

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INTERROMPIDO PELO CAOS

Estou em mudança, sem telefone, sem internet e sem tv a cabo, à beira de um ataque de nervos e mergulhado em um mar de móveis desmontados e caixas lotadas de supresas (cada vez que se abre encontra-se o que não se esperava que estivesse ali).


O blog dá uma pequena pausa por isso, mas volta logo.

PEGANDO O JEITO

Aos poucos, vou pegando o jeito. Encontrei novamente o vídeo, no dia seguinte. A reportagem de ontem está aqui.

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DE NOVO!

Agora toca eu procurar mais um vt no R7, e nada de achar. Hoje entrei de novo no Jornal da Record. É o terceiro vt em quatro dias, sendo que o quarto está na gaveta do jornal, ou seja, também foi aceito. Aproveitalmente muito maior do que eu poderia imaginar, nem no meu mais otimista dos sonhos.

O governo mudou as regras para a concessão de tarifas sociais da conta de luz. Agora mais pessoas poderão ser beneficiadas. E eu fui atrás. Uma reportagem que poderia ser feita por qualquer praça do Brasil. Chegamos na frente, graças a Deus!

Mas, ainda preciso encontrar o danado do vt na internet, para publicá-lo aqui. Quando achar coloco.

De qualquer forma, profissionalmente, eu não poderia estar mais feliz.

ACHEI!

Me enganei. O meu primeiro vt no Jornal da Record foi publicado no R7, sim, mas a falta de familiaridade com o portal e a ignorância não me permitiram achar o vídeo. Agora entendi melhor como ele funciona.

A colega Paula Moraes, apresentadora do SP Record foi quem deu a dica de que tinha encontrado o vídeo. Aí procurei direito, e olha ele aí.

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MAIS UM

Confesso que esperava entrar muito na rede, mas não imaginava dar tanta sorte nos dois primeiros dias efetivos de trabalho. Já no segundo dia, o segundo vt no Jornal da Record foi muito comemorado por mim e por toda a equipe da tv. E desta vez consegui publicar aqui, para que quem perdeu possa ver.

Rio Preto enfrentou uma tempestade terrivel na madrugada de segunda-feira. Os estragos foram gigantescos, e duas pessoas morreram, entre elas um bombeiro. Este foi o assunto do vt de ontem. Agora, com água empoçada em todos os lugares, a cidade vive outra ameaça: a dengue. O número de casos disparou. A coisa tá feia, mesmo. Araçatuba e Ribeirão Preto contribuiram, porque as duas também vivem epidemia de dengue.

Debaixo de um calor insuportável, eu suava em bicas. E ainda estava descabelado, pelo que só percebi da pior forma, no ar. O VT foi gerado para SP já com o jornal em andamento, e vinte minutos depois entrou.

A vibração de todos nós me mostrou que a fiz mesmo a escolha certa. Onde estou, colocar um vt no principal jornal da casa é uma vitória de todos, e entendida assim pela equipe toda., de protudores a editores, passando pela minha chefe. Mesmo quem não trabalhou diretamente na reportagem fica feliz. Estou no meio de uma galera de muita garra. Isso é muito motivador. Quem me conhece sabe do que estou falando.

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Fiz hoje minha estreia no Jornal da Record. Foi um vt sobre as fortes chuvas de ontem em Rio Preto, que mataram duas pessoas, um motorista, que se afogou dentro do próprio carro, e um bombeiro que tentava salvar outro homem, quando foi arrastado pela correnteza.

Estava ansioso para postar o vídeo aqui no blog, mas pra isso dependo do R7, onde a o jornalismo da Record publica seus vídeos. Dei azar. A notícia acabou por se mostrar dinâmica demais. No momento em que cerca de 15 milhões de pessoas a assistiam em todo o Brasil, a informação já começava a ficar desatualizada.

Ela relatava que o prejuízo público da cidade era de cerca de R$ 30 milhões de reais. Enquanto ia ao ar, o levantamento já apontava para R$ 40 milhões. Duas horas depois, a estimativa da prefeitura já era de R$ 70 milhões.

Outra coisa: eu contei a história de uma mulher, de SP, que estava desaparecida, e que teria sido arrastada para dentro de um bueiro. Poucos minutos antes de entrar, e portanto, já sem tempo hábil para que a reportagem fosse alterada, a mulher foi encontrada, e viva.

Por isso, imagino, o portal não botou a notícia no ar. No lugar entraram as atualizações.

O Jornal Nacional, da Globo, deu a mesma notícia, e também deu desatualizada. Tem horas que a gente se surpreende com a velocidade dos acontecimentos. Por causa dela minha estreia no principal jornal da Rede Record não vai poder ser arquivada, e nem vai vir para cá.

Pode parecer ruim, né? Mas isso é que dá a emoção do jornalismo. É éssa velocidade que me vicia.

A MARVADA!

Ganha um doce quem conseguir entender o que a Lúcia Hipólito tentou dizer nesse comentário feito na rádio CBN, no dia 13 de janeiro, sobre o decreto do Presidente Lula que cria a Comissão da Verdade, para investigar os crimes cometidos nos tempos do regime militar.

"Audívelmente" alterada, ela não conseguiu fechar nenhum raciocínio. O apresentador percebeu logo e deu um jeito de inventar uma desculpa, imediatamente comprada por ela, que sabia que estava mandando muito mal.

Agora, vamos discutir o profissionalismo do fato. Não sei se ela estava bêbada ou se tinha tomado o mesmo remédio do Vanucci ou da Vanusa, mas o fato é que ela não estava no seu juízo perfeito, e certamente tinha plena consciência disso.

Errado está quem deixou que ela entrasse ao vivo, assumindo o risco do fiasco, que de fato aconteceu. Errada também está ela, que sabendo que não estava em condições, devia ter sido honesta com a empresa que paga seu salário, e dito que não tinha como fazer o comentário. Ou então, podia ter tentado, mas gravado, fora do ar. Depois era só o apresentador dizer "vamos ouvir o que pensa a comentarista Lúcia Hipólito, a respeito deste tema", e pronto, botava a gravação no ar. Se desse merda, regravava e rerregravava até dar certo.

Do jeito que ficou, já estão pipocando os comentários de que ela estava cheia de manguaça, o que pega muito mal para a comentarista. Bastante conceituada, Lúcia agora é mais uma personagem do anedotário da internet. Deu mole, caiu na rede!

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E O PRIMEIRO ELIMINADO É...

Com apenas um voto, o do Boninho, quem deixa a casa do Big Brother Brasil 10 é o diretor de corte do programa!!!

Bom, desculpa aí, gente, mas o BBB sempre é o assunto do momento, quando começa. Não sou o falso hipócrita que diz que não gosta deste tipo de programa. Desde o primeiro, sempre disse a quem me perguntou sobre isso que, se todos os problemas da televisão brasileira fossem os reality shows, é porque estamos muito bem de televisão.

Vejo utilidade nesse tipo de programa. Principalmente nos faz olhar para nós mesmos, para as nossas falsidades, maquiavelices e hipocrisias. Deveria nos fazer não só olhar, mas também refletir sobre isso, para que mudemos.

Bom, mas o assunto não é um papo cabeça sobre o BBB, né?

Na verdade, é sobre a cag... ops, erro logo na estréia do programa. Sozinho, ele já seria suficientemente grande e engraçado, mas a abertura triunfal do Pedro Bial deu ainda mais gostinho para a caca que foi ao ar e que, segundo dados do Ibope, foi assistido por aproximadamente 60 milhões de pessoas em todo o Brasil.

Bial chama a vinheta e ainda fala que o povo tava com saudade. Realmente, a saudade foi tanta que metade dela era a do ano passado.

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TÚNEL DO TEMPO

Esse fim de semana brinquei muto com minha filha. Fomos ao parque de diversões e não saberia dizer quem se divertiu mais: ela ou eu. Além da montanha russa, da roda gigante não tão gigante (era um parque infantil), também fomos a outro parque, dentro do shopping, onde a grande brincadeira foi na piscina de bolinhas, e túneis rumo ao tobogã. Estávamos lá, eu, várias crianças dentro do túnel, se acotovelando e reclamando que a fila andava muito devagar. E eu ouvia, de vez em quando, a justificativa de um dos meninos para os outros, que tinham atrás:

- Calma que tem um homem aqui. Um homem grandão mesmo, de verdade!

Por algumas horas, voltei a ser criança no melhor dos sentidos. Fiquei saudosista e, navegando pelo Blog do Zé Marcos, encontrei um texto que me transportou novamente para a infância, nas ruas de Praia Grande-SP. Te convido a ler também. Tenho certeza que, more em qualquer cidade, você vai se identificar. Como estabelecer regras é coisa de adulto, algum fez isso.

AS REGRAS DO FUTEBOL DE RUA

1. A BOLA
A bola pode ser qualquer coisa remotamente esférica. Até uma bola de futebol serve. No desespero, usa-se qualquer coisa que role, como uma pedra, uma lata vazia ou a merendeira do irmão menor.

2. O GOL
O gol pode ser feito com o que estiver à mão: tijolos, paralelepípedos, camisas emboladas, chinelos, os livros da escola e até o seu irmão menor.

3. O CAMPO
O campo pode ser só até o fio da calçada, calçada e rua, rua e a calçada do outro lado e, nos clássicos, o quarteirão inteiro.

4. DURAÇÃO DO JOGO
O jogo normalmente vira 5 e termina 10, pode durar até a mãe do dono da bola chamar ou escurecer. Nos jogos noturnos, até alguém da vizinhança ameaçar chamar a polícia.

5. FORMAÇÃO DOS TIMES
Varia de 3 a 70 jogadores de cada lado. Ruim vai para o gol. Perneta joga na ponta, esquerda ou a direita, dependendo da perna que faltar. De óculos é meia-armador, para evitar os choques. Gordo é beque.

6. O JUIZ
Não tem juiz.

7. AS INTERRUPÇÕES
No futebol de rua, a partida só pode ser paralisada em três eventualidades:
a) Se a bola entrar por uma janela. Neste caso os jogadores devem esperar 10 minutos pela devolução voluntária da bola. Se isso não ocorrer, os jogadores devem designar voluntários para bater na porta da casa e solicitar a devolução, primeiro com bons modos e depois com ameaças de depredação;
b) Quando passar na rua qualquer garota gostosa;
c) Quando passarem veículos pesados. De ônibus para cima. Bicicletas e Fusquinhas podem ser chutados junto com a bola e, se entrar, é gol.

8. AS SUBSTITUIÇÕES
São permitidas substituições no caso de um jogador ser carregado para casa pela orelha para fazer lição escolar.

9. AS PENALIDADES
A única falta prevista nas regras do futebol de rua é atirar o adversário dentro do bueiro.

10. A JUSTIÇA DESPORTIVA
Os casos de litígio serão resolvidos na porrada.

A REGRA É CLARA

Num jogo entre as seleções de Omã e Indonésia, um torcedor invade o campo, rouba a bola no meio de campo e arranca para o ataque. Com um domínio de bola impressionante, invade a área, mas o goleiro fecha o ângulo e impede o golaço.

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Eu vi, revi e não tive dúvidas. O zagueirão da polícia não teve pernas para acompanhar o Wagner Love Chan. O goleirão deu sorte porque o gramado estava molhado e ele perdeu o pé de apoio na hora de chutar. Depois, coitado, levou uma gravata e foi impedido de brigar pelo rebote.

Pênalti claro!!!

Pior ainda: o árbitro era o Carlos Eugênio Simon, que não só ignorou o pênalti como ainda deu cartão vermelho para o atacante! Revolta total na arquibancada. Na queda causada pela gravata, contusão séria. O carrinho de golfe quebrou e ele teve que ser carregado para fora. Alteração inesperada para o técnico.

O pobre homem foi levado direto para o departamento médico... psiquiátrico!

Desfalque certo no resto das eliminatórias da Copa da Ásia!

O TROCO, COM JUROS

Não se trata de vingança. Muito pelo contrário. Em entrevista à Folha Online, os garis responderam a Boris Casoy "do alto das suas vassouras". Não só isso. Responderam também do alto de uma moral e decência não demonstradas pelo apresentador na ocasião da "frase infeliz" (palavras dele).

Não sei o que revolta mais. Assistir ao vídeo em que o Boris ofende os garis, ou assistir a este vídeo, que revela com mais clareza que tipo de pessoas foram ofendidas. A ofensa em si, ou a fragilidade dos agredidos diante da força do agressor. A melhor parte é quando eles revelam o que gostariam de dizer ao apresentador da Band. É de cortar o coração.

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É, Bóris... No seu lugar eu pegava o meu banquinho e fazia como a Glória Maria. Sumia dois anos, pelo menos. Sua biografia, que já não era das melhores, agora foi pro saco de vez.

No primeiro dia útil de 2010, o telefone toca no fim da tarde. Do outro lado da linha, o fim de uma negociação que se arrastou por dois meses. Foi duro, difícil, mas a recompensa veio. Logo que saí da EPTV as conversas começaram. Foram muitos telefonemas pra lá e para cá, e duas viagens a SP.

Finalmente estou de casa nova, e time novo. Agora sou repórter de rede da TV Record de SP. Fui enviado para São José do Rio Preto, cidade importante, mas que ainda não tinha repórter de rede.
Hora de recomeçar a correria. Tava com saudade.

Ontem passei o dia em SP, na matriz. Conheci e conversei com muitas pessos dos jornais e da coordenação de rede. E ainda reencontrei velhos amigos, com quem trabalhei na TV TEM, afiliada Globo no interior de SP.

Depois desses anos todos, pela primeira vez saio da Rede Globo, lugar onde fiz grandes amigos e reportagens marcantes. As duas empresas não são exatamente duas concorrentes amistosas, mas isso fica para as cúpulas administrativas. No nosso caso, aqui no andar de baixo, a disputa empresarial não existe. Sempre fui amigo dos companheiros da Record quando estava na Globo, e agora serei amigo dos companheiros da Globo, estando na Record.
Nas andanças por SP, no estúdio do Hoje em Dia

É minha nova camisa, e darei o sangue, como sempre dei por onde passei.

Ontem em SP, hoje me apresentei oficialmente em SJRP. Fui muito bem recebido, por sinal. Gostei muito. Ontem e hoje foi só festa, sorrisos e abraços. Mas amanhã a correria recomeça, bem ao meu gosto.

Como sempre digo por aí, eu não trabalho há muitos anos, desde que virei jornalista.

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